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Coluna · Anelise Valls

A feira como dispositivo

Estar em São Paulo, em abril, é poder testemunhar um bom termômetro das artes. A SP–Arte não inaugura tendências: ela condensa, acelera e legitima movimentos que já estavam em curso.

E neste ano de 2026 temos 05 deslocamentos importantes:

1) Mais internacionalização seletiva → retorno do setor Showcase, com galerias estrangeiras estreantes.

2) Integração forte entre arte e design → 10 anos do setor Design, já consolidado como eixo estratégico.

3) Feira como plataforma discursiva → talks, curadorias, mediações e conteúdos paralelos ganham centralidade.

4) Obras menores cresceram significativamente nas vendas recentes.

5) Técnicas “menores” voltando ao centro:

Você vai à feira? O que notar:

A feira não é só um lugar para “ser visto”. É um lugar para ler o sistema em tempo real. Observe:

Criamos aqui um MAPA DE POSICIONAMENTO DO ARTISTA, para você responder:

A ideia aqui é compreender que você produz em relação.

Por fim, e não menos importante:

A feira revela o que está sendo valorizado — naquele momento.

Vá com atenção às relações, repetições e padrões que atravessam o todo. Boa imersão e boas negociações!

Acesse programação oficial da SP–Arte 2026 aqui.

Anelise Valls (@anevalls) é, curadora, professora e Drª em Artes Visuais - História, Teoria e Crítica da Arte (UFRGS) com pesquisa em práticas e processos de criação em arte contemporânea. Desde 2020, coordena um projeto independente de cursos online e faz acompanhamentos e consultorias para artistas visuais e instituições.Em 2025, curou a exposição “A Bruta Delicadeza” na Casa de Cultura Mario Quintana, em Porto Alegre-RS, "Na borda do Mundo” no Instituto de Arquitetos do RS (IAB-RS), "Processos e Poéticas” no Vila Flores, “A mão do olho na mão do mundo” na Galeria 506 (POA), “O Abismo da Superfície” na Galeria Mamute, “Devolver a escala ao tamanho das coisas” na Bronze Residência, "Memória do Desejo" no Espaço Arco(SP) e "Zênite” na Galeria Mamute.